segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Menos moscas; Mais foco.


Há algum tempo, vinha sem motivação ou inspirações aparentes, assim resolvi  deixar tudo o que fazia, vazio e às moscas.
  Falta de tempo? Talvez, a vida corriqueira pode ter atrapalhado um pouco minha cabeça, mas o jeito como abandonei minha imaginação tinha pontinhas em muitos outros motivos, que nem eu sabia quais eram.
" -Ah! Gabriela, talvez foi uma época intensa, dramática." " - Quem sabe não foi uma sensibilidade maior que bateu naquela hora?" Não, existia um outro cascalho muito maior que travava o rio de meus pensamentos.
  A percepção aguçada do mundo a sua volta, a tal sensibilidade, é movida a expectativas; é a esperança, é cada pequeno sonho! Era exatamente o que não existia mais. Porém, focos renovados e sonhos férteis não faltavam apenas em mim, é um remédio que está em constante falta nas prateleiras da humanidade.
  Ninguém consegue viver apenas com comida e oxigênio, se fosse desse jeito, não haveria stress e depressão. O combustível de nossa sanidade é o sonho.
  Sabe as moscas? Voaram por ai procurando outra cabeça para infernizar, pois meu anseio é ter expectativas novas pela manhã, e focar minha inspiração no maior vendedor de sonhos que o mundo já conheceu.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Meu café de boteco.


Um copo de café requentado
Só meu e meio gelado
Pra acalmar os soluços úmidos
Que já saem cansados.

Do meio copo de café
Se é de metade cheia ou vazia
Ela não sabe não
Se é cafeteira ou confusão.

Um copo meio sem café
Pra garota ali do lado
Que desapercebida passa
Sem pó nem grão.

Precisa de mais café
Pra beber logo e embriagar
Os impessoais cortes inflamados
De tanta pessoa que tem.

Só um pouco de café
Forte e sem açúcar
Num copo qualquer
Num boteco jogado.


                   Pequena como as coisas.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Corrida de gotas.

Amo o som da chuva, mas infelizmente não é tão fácil escutá-lo, pois as paredes frias do meu quarto não me deixam ouvir. Então espero e espero, assim quando os primeiros pingos começarem a deslizar pela minha janela, estarei lá fora para ouvi-la cair.


                              Pequena como as coisas.

terça-feira, 23 de novembro de 2010


                                         Jellyfish
                        Qualle    
                        Medusa
                        Méduse
                        μέδουσα
                           Água-viva.
                        

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Sobre o Sentido sentido.


Falta da falta que (não) senti,
Do caminho que (não) andei
E do amor que (não) amei

Porque corri e (não) fui lá
Chorei (s)em encontrar
No lugar (quase) existente
Do caderno que (nunca) apareceu

E as estrelas (fora) do desenho
Que um dia desenhei?
como (não) pude amar
um (quase) alguém

(in)existente.

                             Pequena Como as Coisas.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Apenas um vestido sujo.



Sair correndo sem parar, 
Pelas ruas para algum lugar, 
Que fica no sul de lugar algum. 
Aonde você quer chegar?

Dentro do submundo da sua imaginação, 
No buraco da árvore da criação
Aonde você quer chegar ?

Sem mesmo o chão tocar,
De cabeça para baixo, fugindo sem lugar, 
Nas flores sem cores, 
Subindo e descendo sem parar,
Aonde você quer chegar ? 

Girando sem lugar;
Aonde você quer chegar ?
Aonde ela quer estar ?

Nas portas pequenas,
Passagens secretas, 
Na fortaleza de lugar algum,
Aonde você quer chegar?

A chave para as portas abertas,
Na sua mente vão estar,
Algum Alguém pode ajudar.
Aonde você quer chegar?

Ela discute e não sabe o porquê, 
E ninguém sabe, 
Ela senta e começa a chorar,
Ela quer fugir pelas ruas de algum lugar! 
Aonde você quer chegar ?

Aonde ela quer estar ? 
Está disposta a ir pra lá ?
Aonde você quer chegar?

Túneis de terra, girando em esfera, 
Muitas escolhas num vestido sujo,
Eu quero encontrar e vou procurar,
O tempo sem ponteiros não pode contar
Aonde você quer chegar ?

A casa fresca de ponta cabeça ,
Onde apareceu Algum Alguém
Que vai ajudar, 
Ele também quer ir pra lá.
Aonde você quer chegar ? 

Aonde ela quer estar ?
Aonde fica o lugar ?
Aonde você quer chegar ? 

Ninguém podia achar, 
Enquanto os ventiladores giravam sem parar,
O que ninguém sabe, 
O que ninguém quer falar;
Onde começou, no tempo frio 
O cachorro fugiu e ela caiu. 

Atordoada no conto de algum lugar, 
Enquanto Algum Alguém ria
Junto das pequenas janelinhas. 
Aonde você quer chegar ? 
Tudo e nada fora de lugar.

                                                     Pequena como as coisas.


quarta-feira, 6 de outubro de 2010

O grande Rei.


Perdeu-se em contas,
Contando o tempo,
Não se deu conta
Do tempo que perdeu.

Pobre homem cogumelo!
Pensa que conta
Finge que pensa
Tanto que o tempo já perdeu a conta
Contando o tempo que perdeu.

Corro atrás de coisas grandes!
Correndo o homem de cabeça pequena
O grande Rei sou,
Ocupo muito espaço.

Sou um homem sério!
Sou um homem sério!
Não sabe onde quer chegar
O pobre homem cogumelo!

                            Pequena como as coisas.



Não penso ser um livro qualquer, nem um conto por ai. Pelo contrário, no meu conceito é um livro fantástico, não apenas "um que todos já leram um dia na vida"; nem uma simples história, mas um livro pessoal, com visões pessoais, pontos de vista pessoais. O único que me faz desejar fazer parte da história, desejar ser a história, mesmo que no inconsciente.